Tênue
As obras da série Tênue não estabelecem um padrão exato ou delimitador em sua apresentação; sustentam-se na investigação da fragilidade das estruturas — visuais, simbólicas e materiais — à qual o próprio termo do título faz referência. Trata-se da ideia do “tênue” como algo que existe, mas por pouco, como estruturas que podem se desfazer a qualquer momento.
Os trabalhos apresentam espécies de sistemas em tensão, como se cada pintura criasse um campo no qual a ordem tenta se estabelecer, mas nunca se completa plenamente. As imagens são construídas por acúmulo e sedimentação: seja pela repetição de elementos, seja pela sobreposição de camadas. O gesto mantém-se contido, disciplinado e quase silencioso — assim como a seleção das paletas que compõem as obras, formadas por tons rebaixados, terrosos e pouco saturados — Preti utiliza esse vocabulário na criação de trabalhos que reforçam a atmosfera quase meditativa das composições, investindo em variações mínimas, desvios sutis e no equilíbrio frágil entre ordem e dissolução.
Gabriel Babolim
Gialo, 2025 | Acrílica sobre tela | 75 x 125 cm
s.t, 2025 | Acrílica sobre linho | 75 x 75 cm
s.t, 2025 | Óleo sobre juta | 50 x 85 cm
s.t, 2024 | Acrílica sobre tecido | 40 x 65 cm
s.t, 2025 | Óleo sobre linho | 30 x 85 cm
s.t, 2024 | Acrílica sobre tecido | 40 x 65 cm
s.t, 2024 | Óleo e acrílica sobre linho | 160 x 130 cm
s.t, 2023 | Óleo sobre linho | 40 x 40 cm
s.t, 2023 | Óleo e acrílica sobre tela | 31 x 20 cm
s.t, 2023 | Óleo sobre linho | 40 x 40 cm