Chorinho

Segundo José Ramos Tinhorão, pesquisador e historiador da música popular brasileira, o Chorinho surge muito mais como uma “forma de tocar” que como um gênero musical. A série de obras homônima de Fabiana Preti compartilha da mesma interpretação: a forma de pintar sobrepõe uma préconcepção de gênero. 

Em Chorinho as pinceladas são o motivo central, repetindo-se em variações de cor, tom, profundidade e opacidade. A forma como são arranjadas sobre os suportes determina o movimento através de um exímio controle gestual. Assim como nas grafias musicais, que muito oferecem para a leitura das obras da artista, as alternações mencionadas atuam como síncopas - criam tensão e contraste visual e que fornecem ritmo e expressividade - articulando precisão e soltura nas composições.

Gabriel Babolim

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